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Jac T40 CVT, o chinês que atrai olhares

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A Jac Motors lançou o T40 manual em 2017 e prometeu que iria trazer a versão com câmbio CVT.

Como promessa é dívida, a Jac prometeu e cumpriu. Em Abril de 2018, a montadora apresentou o T40 com cambio CVT. Eu fui em seu lançamento em SP, durante seu lançamento fizemos um pequeno teste drive de SP capital até Itú onde tive minha primeira impressão do modelo e deixei tudo registrado aqui.

Mas nas últimas semanas tive a oportunidade de ficar com o modelo aqui no ES por 9 dias, durante a sua estadia em nossa garagem pude conhecer e avaliar mais o modelo, e é desse SUV que vamos falar agora.

O T40 realmente me impressionou em vários aspectos e confesso que teria um fácil.

Foto: Gustavo Lopes

O modelo é considerado uma espécie de SUV, mas não é tão grande como um EcoSport ou um Creta, mas pode se dizer que está acima do Sandero Stepway, mas seus principais concorrentes são o próprio Sandero e o HB20x.

Motorização

O modelo usa o motor 1.6 DVVT 16V de 138cv a 6000rpm com torque de 168kgfm a 4000rpm, com uma transmissão CVT de 6 velocidades. Seu 0 a 100 é em 11,1 segundos.

Impressões ao dirigir

O modelo tem tudo para dar certo em nosso mercado, podendo melhorar na sua divulgação, pois quase ninguém sabia de que veículo se tratava quando via o modelo. Por onde eu passava as pessoas viravam a cabeça para ver o carro passando e com a nova identidade visual da marca, poucos reconhecem.

Por falar em virar o pescoço, o SUV é realmente muito bonito, tem um belo desenho e bem brasileiro, ou seja tem tudo o que gostamos. O carro bem alto com seus 1.56m de altura, medindo do solo até seu rack no teto. Seu comprimento fica em 4.135mm, ou seja, ele é bem robusto.

Na dianteira ele tem bastante cromado, para quem gosta vai ficar muito satisfeito, eu particularmente não gosto muito do excesso, no máximo nos frisos laterais. Sua grade é bem grande e tem bastante destaque por conta do cromado e sua logo também chama bastante atenção.

Nos faróis é outro ponto forte, é grande, bonito, com sua máscara negra e regulagem de altura, que é um item muito bacana no dia a dia na estrada, pois você pode regular onde deve ir o foco da iluminação, por exemplo, em uma estrada sem iluminação pública e você não está enxergando o asfalto, com esse sistema você pode iluminar o asfalto e depois aumentar a altura novamente. Isso é muito legal!

Ainda na dianteira ele conta com a iluminação diurna e fica mais abaixo no para-choque acima do farol de neblina.

Na traseira o modelo também não mudou em comparação do manual. A única diferença é a nomenclatura do CVT, de resto ainda é a mesma coisa.

Foto: Gustavo Lopes

Tem a lanterna na horizontal onde invade a tampa do porta-malas e mais abaixo no para-choque tem o farol de neblina traseiro e mais cromado.

Sua mudança ficou mais no interior, pois a marca trabalhou em alguns detalhes e melhorias de itens que teve reclamação no manual.

Uma das mudanças está no painel de instrumentos, ele ficou mais nítido e fácil de visualizar, mais ainda tem que melhorar um pouquinho, pois os números do velocímetro ficou um pouco pequeno e isso as vezes atrapalhava, pois não percebia em qual velocidade estava andando e quando percebia já estava acima da velocidade permitida da via. Na minha opinião era a única coisa que atrapalhava no painel. Fora isso estava muito bom. Seu desenho é bonito e bem parecido com o do Audi A3.

Seu painel é outro ponto forte, tem um desenho bonito, reto, com materiais de qualidade com bom revestimento de uma espécie de couro dando um bom aspecto ao carro. Nas portas também tem esse revestimento e além das costuras aparentes na cor vermelha que compôs o volante que por sinal é multifuncional com controles, ainda reveste a canopla da marcha, painel e apoio de braço e bancos.

Por falar em bancos, outra mudança está neles, agora ele é de couro sintético e não mais de tecido como do manual.

Tecnologia

O T40 CVT conta com alguns sistemas eficazes como o Start Stop e controle de estabilidade.

Sua central multimídia é de 8”, tem uma interface bonita, nítida e bem rápida, mas não é completa, tem entrada USB, auxiliar, AM/FM e bluetooth. Mas peca por não conter GPS e nem espelhamento do smartphone.

Espaço

Ele é bem espaçoso, tanto na dianteira quanto na traseira, então é um carro bom para fazer viagens, pois todos os passageiros se comportam bem.

O porta-malas tem 450L, se quiser mais espaço é só rebater os bancos que você tem o dobro de espaço.

Ao volante

Ele é muito bom de dirigir, tem uma boa altura para condução e excelente pegada na dirigibilidade, isso graças a regulagem de altura do volante e do banco. Também vale destacar o isolamento acústico, ele é bem silencioso, posso dizer que melhor que muitos outros aí no mercado.

Outro ponto que agrada na condução são os bancos que tem uma boa pegada e comporta bem nas suas abas laterais.

Sua suspenção melhorou comparado com o manual, pois está absorvendo mais as imperfeições da rua e não bate tanto.

O modelo me agradou pois na traseira conta com encosto de cabeça para os 3 passageiros e cinto de 3 pontos para todos, além de tomada USB para quem vai atrás.

O T40 anda muito bem, tem um excelente motor 1.6 que casou perfeito com ele, tem ótimas retomadas e muita força na pista. Ele só ficou fraco em morro muito inclinado.

Seu cambio CVT é bem ágil e não é escandaloso, diferente de outros CVT. Além disso tem a possibilidade de fazer as trocas manuais, pois ele simula 6 velocidades. As trocas são feitas na própria caixa, levando o câmbio para direita.

Ele se desenvolve bem acima dos 2000rpm e isso é bom, por que assim ele não força e não consome tanto combustível.

Seu consumo durante sua estadia ficou em 12km/l no misto de cidade e estrada. É um consumo até bom pelo seu porte.

Foto: Gustavo Lopes

Vale a pena?

Sim, vale muito a pena investir no Jac T40 CVT pois se você for comprar um SUV com todos os itens você vai desembolsar no mínimo R$90 mil, já com o T40 CVT a partir de R$70.990,00.

O que deve acontecer é o consumidor perder o preconceito com os carros chinês, pois eles tem muito a oferecer. Os veículos chineses estão melhorando muito, em qualidade, tecnologia e design.

Outro ponto forte é que são completos por preço de muito reth popular.

Então acredito que vale sim investir em um chinês, inclusive no próprio T40 CVT, pois a marca melhorou muito e promete muito lançamento por aí. Em outubro chega o T50.

 

 

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Nissan March, porque vende tanto?

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Com sua estreia no mercado brasileiro em 2011, o Nissan March conquistou muitas garagens por aí, em 2014 o modelo ganhou sua primeira mudança de visual, não foi uma grande mudança, mas teve sua importância. Já na linha 2019 o modelo ainda não recebeu mudanças e continua com o mesmo visual, mas porque com desenho ultrapassado o modelo tem boas vendas? É por isso que testamos o modelo por 7 dias para descobrir o que March tem a oferecer.

Foto: Divulgação

O March

O modelo apesar de ter o design sem inovações é muito bonito, tem linhas harmoniosas que ligam seu desenho. Na dianteira o reth tem grandes faróis, mas simples, apenas máscara negra na versão SL. A grade é pequena de acordo com carro, ainda conta com um friso cromado que faz parte da nova identidade visual da marca. No para-choque tem um aplique preto que liga uma ponta a outra dentro da entrada de ar, ainda conta com farol de neblina e apliques cromados ao redor.

Na lateral não mudou nada, mas na versão SL tem maçanetas cromadas e roda de liga leve aro 16 com raios pretos e prata.

Na terceira ele conta com aerofólios, lanterna em máscara negra e câmera de ré.

Interior

O espaço não é tão pequeno, durante nosso teste em SP estávamos sempre em 5 pessoas e confesso que viajamos confortavelmente, inclusive no quesito altura para cabeça.  Na versão que testamos SL, a top de linha do modelo, ele tem bons acabamentos. No painel de instrumentos ele é bem simples, conta velocímetro no centro, a esquerda o conta-giros e ao lado direito uma pequena tela digital com nível de combustível. Na mesma tela ele mostra a posição do tanque e alterna as informações do computador de bordo.

Foto: Divulgação

O volante é multifuncional, tradicional da Nissan, já no centro do painel ele conta com central multimídia Nissan Multi-App (com tela sensível ao toque de 6,75 polegadas, Android Auto, Apple CarPlay, download de aplicativos, conexão à internet via WiFi, Bluetooth e sistema de navegação), câmera de ré com imagem integrada ao display do rádio, entre outros.

Motorização

O Nissan March 2019 tem dois motores disponíveis no Brasil, sendo 1.0 e 1.6. O propulsor 1.0 tem três cilindros e é bem elástico, entregando 77 cv com gasolina ou etanol a 6.200 rpm. O torque também é único: 77 kgfm a 4.000 rpm nos dois combustíveis.

A outra opção é o motor 1.6 16V Flex. Este entrega 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 kgfm a 4.000 rpm, também com os dois combustíveis. A transmissão é manual de cinco marchas.

Dentre todos os itens oferecidos pelo Nissan March 2019, sem dúvida o CVT Xtronic é um dos dois principais, sendo o outro a multimídia MultiApps.

O Nissan March 2019 tem aceleração de 0 a 100 km/h em 15 segundos no 1.0 e 9,3/10,6 segundos no 1.6, respectivamente manual e CVT. As velocidades máximas são de 154/182 km/h, sendo 1.0 e 1.6, este último com as duas opções de caixa de mudanças.

Foto: Divulgação

Impressões

O March me surpreendeu na estrada, confesso que não esperava muito dele. O pequeno reth na cidade é bem confortável, tem boas retomadas em baixa rotação, direção bem leve, excelente para o dia a dia da cidade. Na estrada o modelo também se comportou muito bem, é bem esperto e muito ágil, mas grita muito em alta rotação, chega a incomodar muito até com os vidros fechados e o som ligado. Fiz o trajeto várias vezes de São Paulo a Campinas e realmente era muito incomodo quando puxava mais com o carro, mas depois que pegava embalo ia sem problemas, além disso ele é bem estável, me senti bem confiante ao usar o modelo na estrada, fazendo curvas e até mesmo na chuva.

O principal fato do sucesso de vendas do Nissan March é o fato de ser o carro com câmbio CVT mais barato do mercado, esse tipo de cambio é sinal de conforto e quando se trata de conforto se pensa em veículos com preço mais elevado e esse é o diferencial do March, além de todos atributos citados acima, como potência, estabilidade e desempenho.

Falando de desempenho o March marcou um bom consumo conosco, modelo foi entregue para nossa equipe abastecido com etanol e continuamos abastecendo com etanol e com isso o modelo marcou 9 km/l na cidade e 11 na estrada, um bom consumo para um motor 1.6 sempre usado com ar condicionado ligado e todos ocupantes no carro.

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Avaliação: Testamos o Corolla XEI

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O Corolla que é um dos carros mais vendidos do Brasil e é referência em confiabilidade teve sua primeira mudança profunda em 2017, pois sua geração mudou em 2015. Essas mudanças ajudaram na melhoria do sedã, um belo desenho para assim conquistar novos públicos, os mais jovens.

Em suas novidades, o sedã médio da Toyota recebeu alterações no visual e no acabamento interno, melhorias no conjunto mecânico e a adoção de importantes equipamentos, como controles de estabilidade e tração desde a versão de entrada.

Foto: Divulgação

Na linha 2019, o Corolla recebeu poucas novidades, com direito a somente um reposicionamento da versão de entrada e também um novo acabamento interno para o modelo intermediário XEI.

O modelo ficou bem bonito, na dianteira ele ficou bem marcante, com faróis bem finos e led diurno que chega até a lateral do carro, já na grade tem seu desenho cromado que liga aos faróis.

Já no para-choque ele chama bastante atenção, é bem grande dando um ar de esportividade.

Na traseira é bem elegante, as lanternas são em led, tem um friso cromado no centro acima da placa e farol de neblina traseiro.

Já na lateral ele segue linhas retas sem detalhes de friso ou algo do tipo.

Interior

O interior do Corolla é um dos pontos fortes do sedã, tem muita qualidade, excelente acabamento soft touth em todo painel. A versão que testamos XEI tinha o interior bicolor, cinza com preto, isso no painel e nos bancos de couro.

Foto: Divulgação

Nas portas o modelo possui material macio na cor cinza com preto e todos os controles dos vidros e retrovisores, que por sinal é retrátil, porém só aciona por dentro.

As saídas de ar condicionado são bem pequenas, mas funcional. Descendo mais um pouco tem a central multimídia de 7’ polegadas, porém um pouco lenta, já conhecido na Toyota porém bem completa, com TV Digital, CD, DVD, MP3, Bluetooth, entrada usb e navegador já integrado.

Mais abaixo conta com o ar condicionado digital de duas zonas, bem bonita e de fácil manuseio. Ainda no painel o famoso relógio digital.

Motorização

O motor é 1.8 que entrega 139 cv com gasolina e 144 cv com etanol, ambos a 6.000 rpm. Os torques disponíveis são de 17,7 kgfm e 18,6 kgfm, obtidos em 4.800 rpm.

O motor 2.0 entrega 143 cv com gasolina e 154 cv com etanol, ambos a 5.800 rpm.

Os torques disponíveis são de 19,5 kgfm e 20,7 kgfm, obtidos em 4.800 rpm.

Ao volante

Quando você dirigi o Corolla você já sente o conforto do sedã e percebe o porquê da fama de carro de tiozão, realmente é muito gostoso de dirigir, mas confesso que a suspensão melhorou bastante, agora está mais rígida mas sem perder o conforto.

Foto: Divulgação

O motor é bem esperto no dia a dia ele mantem sempre em baixa rotação, trazendo assim o conforto dele, mas pisando no acelerador a resposta é imediata. Ainda tem a opção de trocas manuais, o câmbio é CVT de 7 velocidades.

No quesito segurança o Corolla mantem sua qualidade e acrescenta novos itens como controle de estabilidade.

O consumo segundo Inmetro é de 11,4 km/litro em ciclo urbano e 13,2 km/litro no ambiente das rodovias e estradas. Mas aqui em Vitória durante os 7 dias que o modelo ficou conosco seu consumo urbano foi de 7 km/l.

 

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Testamos o Jaguar E-Pace, o modelo mais barato da marca.

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Com o crescimento dos SUV no mercado brasileiro, cada vez mais as montadoras tem apostado nessa categoria, inclusive os premium. Pensando nessa gama crescente a Jaguar apresentou o F-Pace, novidade da marca pois se tratava do seu primeiro SUV.

Em 2018 a montadora apresentou seu segundo SUV, porém mais compacto. O modelo foi lançado sob a mesma plataforma do Range Rover Evoque porém com mudanças estruturais para melhor desempenho dinâmico, já que o Range Rover é mais focado em fora de estrada.

Apesar de que o Jaguar E-Pace é conhecido como Baby F-Type ou filhote de F-Type, ele é bem independente e traz uma identidade diferenciada, mas não chega a ser uma exclusiva, pois divide com alguns outros modelos.

O modelo tem sua frente bem imponente e um pouco parecido com a do F-Type, com os faróis e capô mais parecido com a do super esportivo da marca. Olhando pela lateral você percebe seu desenho mais cupê, fazendo um caimento na traseira, onde ele segue um pouco mais parecido com F-Pace.

Foto: Gustavo Lopes

A versão que testamos cedido pela Land Vitória, foi a R-Dynamic de 250cv. Nessa versão mais esportiva ela tem diferença das demais versões, onde ganha novo para-choque com desenho mais apimentado dando o ar de esportividade com faróis de neblina mais abaixo e uma espécie de spoiler e o farol com máscara negra e led diurno, além de contar com direcionamento do farol.

Ele conta com rodas de aro 20 escurecido, apliques pretos, nomenclatura R-Dynamic na lateral, grade e capô.

Interior

O Interior é agradável, apesar do painel ser minimalista, mas bem completo com tudo o que precisa.

Os bancos são extremamente confortáveis, apesar do estilo esportivo, conta também com ajustes eletrônicos.

O interior do E‑PACE oferece materiais de alta qualidade. A cabine envolve o motorista como um cockpit, com todos os controles e botões de fácil alcance. O E‑PACE inclui sistema de infoentretenimento Touch Pro com um monitor de 10” em estilo tablet.

Na parte traseira é um pouco difícil de entrar por se tratar de uma estrutura cupê, mas tem bom espaço para os três passageiros que vão no banco traseiro, mas dependendo da altura da pessoa pode incomodar.

Foto: Gustavo Lopes

Ao volante

O E-Pace conta com um motor super esperto, não podemos dizer que se trata de um esportivo, mas tem seu lugar. Tem boas retomadas e excelente torque. Seu câmbio é sempre de 9 marchas independentemente da versão. Pode ser feita as trocas de marchas manual, mas confesso que não é necessário pois o modelo tem ótimas trocas e na hora certa.

E-Pace usa o novo motor 2.0 turbo da família Ingenium, calibrado para duas potências: 250 cv e 300 cv, tração integral.

O que testamos é o 250 cv, seu 0 a 100 é em 7s e sua velocidade máxima é de 230 km/l. Seu consumo ficou nos 6 km/l.

O porta-malas comporta bons 577 litros, mas o tampão do porta-malas é manual, uma pena não ser eletrônico, mas em compensação é bem leve.

O modelo está disponível na concessionária Land Vitória e sendo comercializado a partir de R$ 228.200, já à versão que testamos R-Dynamic 250 cv sai no valor de R$ 256.700.

 

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